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quinta-feira, 8 de outubro de 2009



PARIS, França — As maiores pegadas de dinossauro conhecidas até hoje, correspondentes a animais de 25 metros de comprimento, pesando de 30 a 40 toneladas, foram descobertas por paleontólogos franceses na montanha do Jura (nordeste da França), anunciou o Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS, sigla em francês) nesta terça-feira.

Descobertas em abril passado na localidade de Plagne, as pegadas "são muito grandes, com diâmetro total de até 1,50 m", afirmou o CNRS.

As pegadas foram conservadas em uma camada de pedra calcária de 150 milhões de annos, "período em que a área era coberta por um mar quente e pouco profundo", explicaram os pesquisadores Jean-Pierre Mazin e Pierre Hantzpergue, da Universidade de Lyon 1.

"A descoberta destas pegadas mostra que os saurópodes (dinossauros herbívoros de quatro patas), passearam durante uma fase de emersão da região, quando o nível do mar tinha baixado", afirmaram os especialistas.

"De acordo com os pesquisadores, estas pegadas de dinossauros seriam as maiores do mundo", prosseguiu o CNRS.

"As pistas formadas por estas pegadas têm dezenas, até centenas de metros de comprimento. Pesquisas mais aprofundadas serão realizadas nos próximos anos", acrescentou.






O telescópio Spitzer, da agência espacial estadunidense, a Nasa, descobriu um novo anel em volta de Saturno, maior que todos os outros conhecidos que circulam o planeta. O fino aglomerado de gelo e partículas de poeira cósmica fica a 27 graus de inclinação em relação ao planeta. Apesar de ser famosa por seus sete anéis, Saturno também tem muitos outros anéis pequenos e incompletos.

O novo anel começa a quase 6 milhões de quilômetros do planeta, e se estende por 7,4 milhões de quilômetros. De acordo com o laboratório da Nasa que realizou os exames sobre a descoberta, seriam necessárias 1 bilhão de planetas do tamanho da Terra para preencher o anel.

Whitney Clavin, porta-voz do laboratório, afirma que o anel é muito difuso e não reflete muita luz, por isso só foi descoberto agora, com o Spitzer. Apesar de ser extremamente frio, chegando a temperaturas de quase 200 graus negativos, o anel libera radiações térmicas.

Os cientistas que realizaram a descoberta acreditam que o material que forma o anel vem de uma das luas do planeta, chamada de Febe.

A descoberta do novo anel pode também responder a antigas questões sobre outro satélite de Saturno, a lua Jápeto, que tem um lado coberto por um material escuro. O anel recém-descoberto orbita na mesma direção de Febe, enquanto Jápeto, os outros anéis e grande parte das outras luas do planeta giram para o lado oposto.

Os cientistas afirmam que o material que vem do anel exterior colide com Jápeto. “Há muito tempo os astrônomos suspeitam que existe uma conexão entre Febe e o material escuro em Jápeto”, afirma Douglas Hamilton, da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, que participou da pesquisa.

Maçã de duas cores


Uma maçã vermelha e verde, resultado de um raro fenômeno natural, apareceu numa macieira em Devon, Reino Unido.

Ken Morrish, o dono da macieira, pensou tratar-se de uma obra de algum engraçadinho mas, para sua surpresa, a maçã era realmente verde e vermelha.

Horticultores acreditam que o fenômeno ocorreu devido a uma mutação genética aleatória. Nesses casos, a metade vermelha costuma ser mais doce que a metade verde porque, provavelmente ficou mais exposta ao Sol durante seu desenvolvimento.

Os especialistas afirmam que a chance de uma divisão tão clara entre as cores como essa acontecer é de uma em um milhão. A linha que separa as cores é tão perfeita que parece até montagem.